Arab 24 network, via AP
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ONU calcula que até 50 mil civis estão presos pelo EI em Raqqa

Na cidade, as reservas de água, remédios e outros itens essenciais estão diminuindo, e a situação humanitária se deteriora rapidamente

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 13h45

RAQQA, SÍRIA - Entre 30 mil e 50 mil civis continuam presos em Raqqa, principal reduto do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, que as Forças Democráticas Sírias (FDS) tentam recuperar, informou nesta terça-feira a ONU. No final de junho, eram 100 mil pessoas, informou o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) em um comunicado. Os números, no entanto, são incertos em razão das dificuldades de acesso.

Na cidade, as reservas de água, remédios e outros itens essenciais estão diminuindo, e a situação humanitária "se deteriora rapidamente", alerta o Acnur, que considera "imperativo que os civis bloqueados possam deixar a cidade com segurança".

A agência também anunciou o estabelecimento de uma nova rota para levar ajuda da cidade de Alepo para Qamishli (nordeste de Raqqa), a fim de fornecer assistência humanitária a cerca de 430 mil pessoas na província de Raqqa.

"A abertura da rota de Alepo a Qamishli e Menbij é um avanço", comemora o Acnur, que enfatiza que a estrada permaneceu fechada por dois anos.

Um primeiro comboio com três caminhões chegou em Qamishli em 29 de junho, seguido por outros dois comboios em 4 e 10 de julho. Um quarto comboio estava a caminho nesta terça-feira.

O EI assumiu o controle de Raqqa em 2014, transformando a cidade na capital do seu autoproclamado "califado". Cerca de 300 mil civis viviam em Raqqa, incluindo 80 mil pessoas deslocadas de várias partes da Síria, quando o grupo islâmico assumiu o controle da cidade. / AFP

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