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ONU chega a pré-acordo para aprovar resolução

Apresentado por Londres, projeto para tentar conter crise em Gaza seria votado ontem pelo Conselho de Segurança

Reuters e AP, Nova York, O Estadao de S.Paulo

09 de janeiro de 2009 | 00h00

O Conselho de Segurança da ONU previa votar ontem à noite uma proposta de resolução para pôr fim à violência entre Israel e o Hamas. Após três dias de reuniões de emergência, os EUA, aliados europeus e países árabes retiraram suas objeções a uma votação e a Grã-Bretanha apresentou o esboço de uma resolução pedindo um cessar-fogo imediato e durável entre Israel e o Hamas. O chanceler saudita, príncipe Saud al-Faisal e seu colega britânico, David Miliband, anunciaram o acordo após um encontro a portas fechadas de duas horas na sede da ONU em Nova York. As demandas da proposta de resolução foram analisadas por chanceleres de países-chave do mundo árabe, como Egito e Arábia Saudita, da Grã-Bretanha, França e dos EUA.Segundo a France Presse, a proposta prevê um cessar-fogo "imediato e durável" que leve a uma retirada completa das forças israelenses de Gaza; o fim do contrabando de armas pela fronteira de Gaza com o Egito - garantido por uma força internacional -; pede a distribuição de ajuda humanitária, sem bloqueios, e, pela primeira vez, cita nominalmente o Hamas. Apesar de a resolução ter o apoio dos EUA, aliado de Israel, e nações árabes ligadas ao Hamas, o fim dos ataques dependerá do governo israelense e do grupo palestino. "Estamos conscientes de que a paz é feita no terreno, enquanto resoluções são escritas na ONU", disse Miliband. "Nosso trabalho é apoiar os esforços de paz e ajudar a transformar as boas palavras dos papéis em mudanças no terreno."Ontem, países árabes liderados pela Líbia, membro rotativo do Conselho, voltaram a pressionar por uma votação final sobre a trégua. A proposta árabe enfatizava o imediato fim das hostilidades e a retirada total de Israel de Gaza. Um esboço líbio já havia sido submetido na segunda-feira, mas EUA, Grã-Bretanha e França - potências com direito de veto - defendiam um texto mais brando, que citasse explicitamente o Hamas, o fim do tráfico de armas, a reabertura de fronteiras e, sobretudo, o estabelecimento de uma trégua "durável". Ontem, o líder líbio, Muamar Kadafi, conclamou os árabes a combater Israel juntamente com os palestinos, informou a agência oficial Jana. MEDIAÇÃO EGÍPCIANo Cairo, diplomatas do Egito deveriam encontrar-se separadamente com representantes de Israel, da Autoridade Palestina e do Hamas. Mas membros do grupo islâmico não confirmaram se participariam da reunião. Os israelenses Amos Guilad, membro da cúpula do Exército, e Shalom Turjeman, assessor do primeiro-ministro Ehud Olmert, reuniram-se com o chefe da inteligência egípcio, Omar Suleiman, designado pelo presidente Hosni Mubarak para coordenar o diálogo. O conteúdo da conversa não foi divulgado, mas Israel manifestou esperança de que o diálogo no Cairo "crie condições que permitam o fim das operações" em Gaza.

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