ONU cobra dos EUA assinatura contra testes nucleares

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, conclamou as nações que ainda não ratificaram o tratado de proibição de testes nucleares para que desistam de sua oposição e assinem o documento - numa clara referência à atual posição norte-americana. Entretanto, os Estados Unidos boicotaram a conferência presidida por Annan para promover a ratificação do acordo fechado em 1996. Embora Washington tenha assinado o pacto há cinco anos, atualmente se opõe à proibição de testes nucleares. Em 1999, o Senado, à época dominado pelos republicanos, rejeitou o tratado, que fora assinado pelo então presidente Bill Clinton. Eliza Koch, uma porta-voz do Departamento de Estado, afirmou que os Estados Unidos foram convidados a participarem da conferência sobre o assunto no domingo como observadores, mas que decidiram não comparecer. "A proposta da conferência era a de promover ratificações para o tratado e a administração (Bush) já deixou claro que não tem planos de solicitar ao Senado para que reconsidere sua votação de 1999 sobre o assunto", disse Koch. Das 161 nações que assinaram o Tratado pela Proibição Geral de Testes, 84 já o ratificaram. O tratado não terá efeito até que as 44 nações que possuem armas nucleares ou programas de força nuclear civil o ratifiquem, o que foi feito até agora por 31 destes países.

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