Reprodução/Twitter/@jguaido
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ONU cobra investigação independente sobre morte de capitão venezuelano preso

Acusado de planejar um golpe contra Maduro, Rafael Acosta Arévalo foi detido no dia 21 por indivíduos armados não identificados

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2019 | 01h23

GENEBRA - As autoridades venezuelanas devem conduzir uma investigação independente e transparente sobre a morte sob custódia do capitão da Marinha, disse na última segunda-feira, 1, a chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, Michelle Bachelet.

“Exorto as autoridades a realizarem uma investigação profunda —incluindo uma autópsia que atenda aos padrões internacionais—, que seja independente e transparente. Isso é essencial para esclarecer não apenas o que aconteceu com ele, mas para facilitar a levar à Justiça aqueles responsáveis por sua morte”, disse Bachelet em um comunicado divulgado em Genebra.

A esposa de Rafael Acosta Arévalo, que morreu após ser detido por acusações de conspiração, disse que a ONU deveria investigar a causa da morte do capitão, em meio a acusações generalizadas de que o homem foi torturado até a morte.

Caso Rafael Acosta Arévalo

O capitão de corveta Rafael Acosta Arévalo foi detido no dia 21 por indivíduos armados não identificados, antes de ser dado por desaparecido durante uma semana.

"Dado que sua família e seus advogados não foram informados sobre seu paradeiro, apesar das reiteradas solicitações, este caso pode constituir um desaparecimento forçado, proibido pelo direito internacional", divulgou o gabinete de Bachelet.

Na última sexta-feira, 28, o capitão foi levado a um tribunal militar, junto com outros quatro oficiais e dois ex-agentes de segurança, acusados de conspirar para assassinar o presidente Nicolás Maduro

Segundo o advogado de Arévalo, ele foi levado ao juiz "numa cadeira de rodas", era incapaz de falar e mostrava sinais de tortura. O juiz o enviou a um hospital militar, onde morreu nas primeiras horas do sábado, 29. "Apesar das várias solicitações, nem a família e nem o advogado tiveram acesso ao corpo", acrescentou o gabinete de Bachelet. / AFP e Reuters

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