ONU cobra mais empenho contra morte de civis em combate

É preciso muito mais empenhomundial contra a morte e fuga de civis em lugares afligidos porconflitos, como Darfur, Somália, Israel e Colômbia, disse naterça-feira o alto-comissário da ONU para assuntoshumanitários, John Holmes. Em discurso numa reunião do Conselho de Segurança sobre otema, Holmes afirmou que os civis continuam sendo as maioresvítimas dos conflitos armados, muitas vezes em flagranteviolação do direito internacional. De acordo com ele, mais de 500 mil pessoas tiveram de fugirde conflitos desde o início do ano, sendo 337 mil em países daÁfrica centro-oriental. Ele defendeu a criação de um grupo informal dentro da ONUque busque "uma abordagem mais consistente no sentido deintegrar a proteção dos civis em todos os aspectos relevantesdo trabalho do Conselho." Holmes destacou os casos de Darfur, onde civis são vítimasde milícias apoiadas pelo governo, e da Somália, de cujacapital, Mogadício, milhares de pessoas fugiram em abril,deixando para trás centenas de mortos e feridos. Sobre Israel, ele disse que os civis locais "continuamsubmetidos a um sofrimento físico e psicológico causado pelosataques indiscriminados com foguetes e morteiros" vindos deáreas palestinas. Já em Gaza, os bombardeios e incursões militares de Israelcontinuam causando "inaceitáveis baixas civis palestinas." Na Colômbia, paramilitares e guerrilhas provocam chacinas,deslocamentos em massa, seqüestros, abusos sexuais erecrutamento forçado de civis, segundo ele. Holmes criticou ainda a falta de punição na RepúblicaDemocrática do Congo a autores de violências sexuais. "A dura realidade continua sendo que em conflitos pelomundo incontáveis civis continuar a ver suas esperançasesmagadas pela violência e o deslocamento, suas vidasestraçalhadas por homens-bomba ou abatidas pela violênciafísica e sexual, pela privação e pela negligência",acrescentou.

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