ONU coloca em dúvida apurações sobre crimes em Gaza

Um relatório do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, indica que ele não pode afirmar se foram cumpridas as exigências da entidade por investigações "dignas de crédito" sobre supostas irregularidades em uma recente guerra na Faixa de Gaza. Existe a suspeita de que no conflito do ano passado foram atacados civis deliberadamente, tanto por israelenses como por palestinos.

AE-AP, Agencia Estado

05 de fevereiro de 2010 | 11h48

O aguardado relatório divulgado na noite de ontem para a Assembleia Geral da ONU afirma que deve haver apurações "sempre que haja alegações dignas de crédito sobre abusos aos direitos humanos". Israel afirma que lançou investigações sobre 150 incidentes separados, incluindo 36 investigações criminais até o momento. Nesse trabalho foram ouvidos quase 100 palestinos que tinham reclamações ou eram testemunhas, segundo autoridades israelenses. Os palestinos criaram apenas no fim do mês passado uma comissão para investigar, apesar de uma resolução da ONU de novembro pedir aos dois lados que realizem apurações até esta sexta-feira.

No relatório, Ban disse que ainda não chegou à conclusão sobre se Israel e os palestinos atenderam as demandas da Assembleia Geral, para que realizem investigações dignas de crédito e independentes sobre suas próprias ações. Em setembro, um painel da ONU concluiu que os dois lados cometeram crimes de guerra. Morreram no conflito 13 israelenses e quase 1.400 palestinos, incluindo muitos civis.

Israel afirma que fez todo o possível para evitar danos aos civis na operação lançada para interromper o lançamento de foguetes a partir de Gaza, que é controlada pelo grupo militante islâmico Hamas. Os líderes do Hamas afirmam que não tinham os civis como alvo quando lançavam foguetes em cidades israelenses, mas sim alvos militares.

Tudo o que sabemos sobre:
GazaONUIsraelpalestinos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.