ONU começa a debater resolução sobre o Iraque

Os EUA apresentaram uma revisão final de sua resolução sobre o Iraque para o Conselho de Segurança da ONU, na esperança de obter a aprovação do texto, depois de oito semanas de negociações tumultuadas com aliados que temem que os termos da decisão possa desencadear uma nova guerra contra o presidente iraquiano, Saddam Hussein. O texto da resolução foi alterado significativamente desde a primeira vez em que foi introduzido, no mês passado. Contudo, funcionários do governo norte-americano disseram que o resultado continua o mesmo: novas inspeções de armas, mais duras, com uma ameaça de "sérias conseqüências" se o Iraque falhar em seu cumprimento. Minutos depois que a resolução foi oficialmente apresentada no Conselho de Segurança, Richard Grenell, porta-voz do embaixador dos EUA, John Negroponte, disse que o novo texto "exige inspeções a qualquer hora, qualquer lugar, sem mais exceções". Embora o texto revisado ofereça algumas concessões, ainda dá liberdade ao presidente dos EUA, George W. Bush, de lançar uma ação militar contra o Iraque, sem uma segunda resolução da ONU. Numa tentativa de atender às preocupações da Rússia e da França, a nova resolução dos EUA dá a Saddam "uma oportunidade final" para permitir a ação dos inspetores da ONU, apresenta a possibilidade de levantamento das sanções contra o Iraque e acrescenta uma reafirmação da soberania do país. Ainda não está claro se a última versão do texto, escrito com apoio da Grã-Bretanha, vai satisfazer a Rússia, França e outro críticos. O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Yuri Fedotov, disse que Moscou continua criticando qualquer palavra que dê a Washington liberdade para lançar uma ação militar. "Nós ainda acreditamos que é necessário assegurar que a nova resolução não contenha um mecanismo automático para o uso da força", disse Fedotov, de acordo com a agência de notícias russa ITAR-Tass.

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