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ONU condena ataques ‘atrozes’ em Orlando e cita Martin Luther King em discurso

Secretário-adjunto da organização pede que o atentado não divida a sociedade em razão de fatores como origem, interesses, religião ou orientação sexual

O Estado de S. Paulo

13 Junho 2016 | 12h14

GENEBRA - O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, condenou nesta segunda-feira, 13, o atentado contra uma casa noturna em Orlando, na Flórida, frequentada pelo público LGBT, que deixou 50 mortos - incluindo o atirador - e 53 feridos.

"Condeno com a maior força possível os ataques atrozes de extremistas violentos contra pessoas inocentes, escolhidas ao acaso, ou em razão de suas supostas crenças, opiniões ou - como vimos ontem - por sua orientação sexual", disse Zeid em seu discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, que começou nesta segunda-feira sua segunda sessão regular do ano.

O alto comissário parafraseou o reverendo americano Martin Luther King e lembrou "a vergonha que se reserva para aqueles que possuem poder sem compaixão, poderio sem moralidade, e força sem visão".

"Mas ele (King) também destacou que podemos nos dedicar com o tempo na dura mas maravilhosa luta para um mundo novo".

O secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson, expressou sua esperança de que o atentado contra a boate não estimule as divisões na sociedade nem fomente a separação em função das características, origem, interesses, religião ou orientação sexual das pessoas.

"A intenção daqueles que cometeram estes atos é a de nos assustar, para que identifiquemos outros grupos como o problema, como inimigos. Por isso temos que ser muito fortes para defender nossos valores, porque todos os humanos somos iguais", disse Eliasson em um pronunciamento à imprensa.

"Se adentramos no terreno pantanoso de dividir-nos em diferentes categorias entraremos em um perigoso futuro. Por isso não nos deixemos provocar pela violência. Defendamos nossos valores e não nos dividamos, que é o que os terroristas querem", acrescentou.

Além disso, o responsável da ONU pediu contenção e para não se tirar conclusões apressadas.

"Espero que ninguém tire conclusões sobre a situação das pessoas que estão na categoria LGBT. Não conheço ainda as circunstâncias, mas espero que não se alimente os crimes do ódio que vimos em distintas partes do mundo", comentou.

Finalmente, o secretário-geral adjunto transmitiu suas condolências aos parentes das vítimas, "homens e mulheres jovens completamente inocentes que estavam celebrando suas vidas, celebrando uma noite juntos, e que foram assassinados ao acaso". /EFE

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