ONU condena britânicos por abusos no combate ao terror

A Grã-Bretanha foi condenada em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) por transgredir direitos humanos básicos e "tentar dissimular atos ilegais" na luta contra o terrorismo. O relatório é muito crítico com a cooperação britânica na transferência de detidos a lugares onde eles foram torturados como parte da estratégia norte-americana durante a "guerra ao terror". As informações são do site do jornal britânico "The Guardian" (www.guardian.co.uk). O relatório coloca a Grã-Bretanha ao lado da Bósnia e Herzegovina, Canadá, Croácia, Geórgia, Indonésia, Quênia, Macedônia e Paquistão como Estados que proveram com inteligência "ou conduziram as detenções iniciais de indivíduos antes que eles fossem transferidos a centros de detenção no Afeganistão, Egito, Etiópia, Jordânia, Paquistão, Marrocos, Arábia Saudita, Iêmen, Síria, Tailândia e Usbequistão, ou para um dos centros secretos de detenção da CIA, frequentemente chamados de ''lugares negros''."O relatório acusa oficiais da inteligência britânica de terem interrogado detentos que estavam incomunicáveis em prisões no Paquistão, "onde eles estavam sendo torturados". O relatório acrescenta que a Grã-Bretanha, com um número de países, mandou interrogadores à prisão americana da base naval na Baía de Guantánamo, no que pode ser definido como "fechar os olhos" à prática da tortura e maus tratos.Segundo a reportagem do site do diário britânico, que teve acesso ao relatório, alguns indivíduos enfrentaram "detenção secreta e prolongada" durante a guerra ao terror. Segundo o "The Guardian", o governo britânico enfrenta uma forte pressão dos grupos de defesa dos direitos humanos e de parte da oposição para abrir uma investigação sobre o papel da Grã-Bretanha nas transferências secretas de prisioneiros feitas pela Agência Central de Inteligência (CIA), dos EUA, a partir de 2001. As informações são do site do "The Guardian".

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