ONU condena escalada de violência na Líbia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, expressou grave preocupação sobre a recente escalada de violência na Líbia, incluindo bombardeios aéreos em uma base militar usada até a semana passada como único aeroporto funcional de Tripoli.

MARCELLA FERNANDES, COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS, Estadão Conteúdo

26 Novembro 2014 | 18h52

Ban pediu, em um comunicado, que todos os lados deem um fim ao conflito e alertou que há possibilidade de sanções contra país. O Comitê de Sanções está preparado para punir "os que ameaçam a paz, estabilidade e segurança na Líbia ou que dificultam a conclusão com êxito da transição política", de acordo com o documento. O Conselho também condenou violações de direitos humanos e abusos no país, assim como o uso da violência contra civis e instituições civis, além de intimidação pública, incluindo de equipes da ONU.

O enviado da ONU à Líbia, Bernardino León, pediu ao líder do país, Abdullah Al Thinni, para acabar com os bombardeios na base aérea de Matiga, controlada por milícias islâmicas. Al Thinni descreveu as ações como "preventivos" contra grupos que planejam ataques ao governo.

Desde a saída de Muamar Kadafi do comando do país em 2011, a violência entre os grupos armados se espalhou, levando a uma crise humanitária. Um total de 393.400 pessoas foram deslocadas desde maio na Líbia, de acordo com o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). A eleição do Parlamento Nacional em 25 de junho pareceu ser um passo em direção à democracia, mas no início deste mês o Supremo Tribunal da Líbia declarou o Parlamento inconstitucional.

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