ONU condena ex-ministra de Ruanda por genocídio

O Tribunal Internacional Criminal para Ruanda da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou Pauline Nyiramasuhuko, ex-ministra da Família e Assuntos Femininos do país, à prisão perpétua por crimes de guerra e incitamento ao estupro. Trata-se da primeira mulher a ser condenada pela corte internacional.

AE, Agência Estado

24 de junho de 2011 | 08h46

O filho de Nyiramasuhuko, Arsene Ntahobali, ex-líder miliciano, recebeu a mesma sentença. Nyiramasuhuko e Ntahobali foram condenados por genocídios, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, dentre eles estupro. A ONU anunciou o veredicto hoje. Segundo o tribunal, mãe e filho ajudaram a sequestrar centenas de tutsis, que foram agredidos, estuprados e mortos.

A corte julga suspeitos do genocídio de 1994 em Ruanda, quando pelos menos 500 mil tutsis e hutus moderados foram assassinados durante os 100 dias de conflitos étnicos. As informações são da Associated Press.

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