ONU condena unanimamente Coreia do Norte e pede sanções

Após impasse por punição, Conselho de Segurança conclui que lançamento de foguete violou resoluções

Agências internacionais,

13 de abril de 2009 | 16h26

Depois de muito impasse, o Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira, 13, por unanimidade, uma declaração da Presidência, ocupada em abril pelo México, que condena o lançamento, por parte da Coreia do Norte, de um foguete de longo alcance realizado há uma semana. O texto pede o endurecimento das sanções contra Pyongyang, alegando que o passo norte-coreano violou as resoluções do bloco.

 

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"Trata-se de uma decisão positiva", disse o embaixador do México na ONU, Claude Heller, após os 15 membros do principal órgão de resoluções das Nações Unidas terem aprovado a declaração. Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul dizem que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico de longo alcance no inicio do mês, e não um satélite, violando a resolução 1718 do Conselho de Segurança - imposta em 2006 após um teste nuclear da Coreia do Norte - que proíbe o lançamento de mísseis desse tipo e outros testes nucleares por Pyongyang.

 

O documento pede ao país para suspender as atividades relacionadas com o programa de mísseis

balísticos e impõe sanções econômicas a Pyongyang. "É clara e concisa, e também envia a mensagem de que as negociações a seis (Estados Unidos, Rússia, China, Japão e as duas Coreias) têm que ser retomadas o mais rápido possível", afirmou o embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, sobre a declaração ao fim da reunião do Conselho.

 

Já a embaixadora dos EUA, Susan Rice, ressaltou que a resposta dada nesta segunda a Pyongyang é "firme e sem sombra de dúvidas condena uma contravenção de uma resolução anterior do Conselho de Segurança". Os 15 países do Conselho respaldaram, assim, uma declaração de condenação da ação da Coreia do Norte, que, embora tenha menor peso que uma resolução, como EUA e Japão desejavam, era somente o que Rússia e China, o aliado mais próximo dos norte-coreanos, estavam dispostos a conceder.

 

"Esta declaração deixa claro à Coreia do Norte que não pode realizar novos lançamentos, e ativa também o comitê de sanções da ONU" contra Pyongyang, ressaltou, por sua vez, o embaixador britânico perante o organismo multilateral, John Sawers. O texto pede também o pleno cumprimento de todos os aspectos

contemplados na resolução aprovada há dois anos, em uma referência ao comitê de sanções da ONU sobre Coreia do Norte, que não se reuniu desde que foi criado.

 

Os militares dos EUA afirmaram que nenhuma parte do foguete Taepodong-2 entrou em órbita, apesar da afirmação do governo norte-coreano de que ele levava um satélite que agora transmite dados e música revolucionária enquanto dá voltas ao redor da Terra. Alguns diplomatas disseram que a Coreia do Norte colocou um falso satélite no míssil.

 

(Matéria ampliada às 17h55)

 

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