ONU condena violência contra oposição do Zimbábue

Declaração dos 15 membros do Conselho de Segurança diz que crise torna impossível as eleições presidenciais

AP e Efe,

23 de junho de 2008 | 21h28

O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta segunda-feira, 23, a violenta campanha contra a oposição ao governo do Zimbábue e assegurou que isto torna impossível que as eleições presidenciais de 27 de junho sejam "livres e justas". Além disso, o Conselho "condena as ações do governo do Zimbábue com as quais foi negado aos opositores políticos o direito de fazer campanha em liberdade", afirma a declaração, acertada pelos 15 membros do principal órgão da ONU.  Veja também:Líder da oposição no Zimbábue pede que eleição seja anuladaLíder da oposição no Zimbábue se refugia em embaixada holandesa O texto, alcançado após intensas negociações, adverte de que qualquer futuro governo em Harare "deve respeitar os interesses de todos os cidadãos" para ser legítimo. Nesta segunda-feira, Morgan Tsvangirai, líder opositor do Movimento Democrático para Mudança (MDC), vencedor do primeiro turno das eleições, se refugiou na embaixada da Holanda em Harare, capital zimbabuana.  A confirmação foi feita no mesmo dia em que a polícia local realizou uma operação em escritórios da oposição e prendeu cerca de 60 pessoas, segundo um porta-voz do partido.  Segundo um porta-voz do MDC Nelson Chamisa, foram detidas crianças e mulheres na operação policial. Várias pessoas se refugiaram em instalações do partido oposicionista, por medo da violência. Foram levados também móveis e computadores, de acordo com o porta-voz. Tsvangirai se retirou da disputa pela presidência zimbabuana no domingo. Ele alegou que não era possível ocorrer uma eleição justa e livre em meio ao clima de violência do país.  No segundo turno, que acontece na sexta-feira, o opositor enfrentaria o atual presidente zimbabuano, Robert Mugabe, há 28 anos no poder. O governo já informou que a eleição ocorrerá normalmente no dia previsto. Resposta de Mugabe Desafiando as recomendações do Conselho, o embaixador do governo do Zimbábue na ONU Boniface Chidyausiku disse após a reunião que as eleições continuam marcadas para o dia 27.

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