ONU confirma 247 mortos em protestos eleitorais na Costa do Marfim

Ao menos 37 pessoas estão desaparecidas; país segue em tensão após pleito presidencial

Efe e Associated Press

14 de janeiro de 2011 | 09h54

GENEBRA - A Organização das Nações Unidas (ONU) elevou para 247 o número de pessoas mortas nos protestos pós-eleitorais da Corta do Marfim, segundo informou nesta sexta-feira, 15, o porta-voz da alta comissária para os Direitos Humanos do órgão, Navi Pillay.

 

"Os últimos números dos quais dispomos apontam 247 mortos, ou seja, 37 a mais que na semana passada, e 49 desaparecidos", disse Rupert Colville, representante da comissária.

 

Colville se referiu também ás informações que apontam para a existência de uma nova vala comum, a terceira descoberta no país nos últimos meses. Ele, porém, não confirmou a notícia e afirmou que ainda e cedo para dizer quantos corpos teriam sido enterrados nela.

 

A Costa do Marfim vive tensões desde o segundo turno da eleição presidencial, realizado em 28 de novembro, pleito que, segundo a comunidade internacional, foi vencido por Alassane Ouattara.

 

O presidente Laurent Gbagbo perdeu a eleição por cerca de 9 pontos porcentuais segundo os resultados certificados pela ONU. Ele porém, se recusa a deixar o poder e anunciou recentemente que as tropas do país estão prontas para retaliar os opositores.

 

Um acordo de paz assinado após a guerra civil ocorrida entre 2002 e 2003 pede que a ONU atue como árbitro final das eleições, criando um mecanismo independente para determinar o resultado.

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