ONU confirma outra chacina de civis sírios

A ONU acusa o regime sírio de ter executado pelo menos 17 civis em Baba Amr depois de ter tomado o local na quinta-feira, e mais de uma dezena ontem, como ato de vingança diante do que acreditaram que seria um apoio da população local aos rebeldes. Ontem, a ONU afirmou que praticamente todos os homens entre 14 e 50 anos no bairro que foram encontrados acabaram detidos e torturados. A suspeita é de que, isolado e ocupado, Baba Amr transformou-se em palco de sangrenta represália.

GENEBRA, / J.C., O Estado de S.Paulo

03 de março de 2012 | 03h02

"Estamos alarmados com relatos que nos chegam de Baba Amr após a tomada pelas forças do governo", declarou ontem o porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Rupert Coleville. "Gostaríamos de lembrar às autoridades suas responsabilidades diante do direito internacional. É essencial que não haja resposta ilegal, execuções sumárias, tortura ou detenções arbitrárias", disse.

Quando os rebeldes abandonaram a área, o Conselho Nacional Sírio deixou claro que havia o sério risco de uma "massacre" no bairro. Segundo a oposição, as forças do governo passaram a noite na busca de ativistas e assassinando insurgentes.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também expressou preocupação e exigiu a abertura de Baba Amr para os serviços humanitários. "As imagens que estamos recebendo da Síria são atrozes", disse. "É uma situação inaceitável e intolerável", declarou.

Ontem, manifestantes voltaram a desafiar o regime com protestos em Homs, Hama, Deir al-Zor, Deraa e bairros de Damasco. Segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, os manifestantes foram reprimidos por forças leais a Assad com artilharia pesada e prisões em massa.

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