ONU confirma sul-coreano como novo secretário-geral

O ministro das Relações Exteriores sul-coreano Ban Ki-Moom será o novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), depois que os 192 países da Assembléia Geral ratificaram sua indicação. Ban Ki-moon, de 62 anos, assumirá o cargo no próximo dia 1.º de janeiro e ficará no posto até dezembro de 2011. O ministro se tornará o oitavo secretário geral da ONU desde que foi fundada, há 61 anos.A cerimônia de votação contou com a presença do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que desejou ao ministro sul-coreano toda a sorte possível em seu novo trabalho. Annan felicitou também os Estados membros pela "prontidão e maneira ordenada" com que realizaram o processo de escolha, o que, segundo ele, deve servir de exemplo para todas as próximas eleições dos secretários-gerais. "Estou certo de que todos aqui presentes reconhecem sua profunda experiência, seus amplos contatos e sua capacidade para desempenhar o papel de maneira eficaz", disse Annan, assegurando que os Estados membros descobrirão atributos que desconhecem de Ban Ki-Moom. "O secretário-geral está excepcionalmente em sintonia com as sensibilidades dos países e grupos de todos os continentes. É um homem com uma verdadeira mentalidade mundial a mando de uma única organização universal", pontuou. Para Annan, o fato de que a eleição aconteceu sem pressões permitirá que "se assegure uma transição sem tropeços". O atual secretário aconselhou a Ban Ki-moon que "aproveite ao máximo os incomparáveis recursos de que dispõe na ONU" e lembrou as palavras pronunciadas pelo primeiro secretário-geral, o norueguês Trygve Lie, a seu sucessor, o sueco Dag Hammarskjold: "Está assumindo o trabalho mais impossível do mundo". "Ainda que possa ser verdade, é também o melhor trabalho do mundo", completou Annan.A presidente da Assembléia Geral, Haya RashedAl Khalifa, mostrou-se feliz porque o novo secretário-geral procede de "um país que conseguiu obter uma democracia estável e uma economia vibrante". Recordou que Ki-moon assume o cargo em um momento que existem muitos desafios a se enfrentar, entre eles a reforma da ONU, e questões como erradicação da extrema pobreza, a fome e o terrorismo internacional.Matéria ampliada às 16h50

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