ONU considera expansão de colônias na Cisjordânia 'alarmante'

Relatório revela que crescimento de assentamentos é quatro vezes maior que há dois anos

Associated Press

21 de outubro de 2010 | 14h23

JERUSALÉM - O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio, Robert Serry, se disse preocupado com a rápida expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia depois do fim da moratória que paralisou o crescimento das colônias e criticou Israel por permitir um ritmo de construção tão intenso.

 

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Nesta quinta, o jornal israelense Haaretz publicou uma reportagem citando um estudo que diz que a taxa de crescimento dos assentamentos israelenses na Cisjordânia é quatro vezes maior desde o fim de uma moratória que paralisou a expansão que o nível de dois anos atrás.

 

Em comunicado, Serry disse que a situação é "alarmante". Segundo ele, a construção dos assentamentos "é ilegal perante a lei internacional" e "só serve para minar a confiança" entre as partes envolvidas nas negociações de paz, retomadas no início de setembro.

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decretou a moratória em novembro do ano passado como uma medida para tentar atrair os palestinos para as negociações. As conversas diretas foram retomadas neste ano, mas o israelense disse que não renovaria a medida. Os palestinos, por sua vez, ameaçaram se retirar do processo caso as construções fossem retomadas.

 

O governo dos EUA, que atua como mediador no diálogo, pressiona Israel para renovar a medida para que as negociações não tornem a fracassar. Os americanos propuseram uma nova paralisação de dois meses, mas a ANP diz que esse período é muito curto para que se chegue a um acordo que defina as fronteiras dos dois Estados.

 

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Aproximadamente 300 mil colonos judeus vivem na Cisjordânia, onde também vivem 2,2 milhões de palestinos. Os colonos ocupam a área desde a Guerra dos Seis Dias de 1967.

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