ONU critica execução de mexicano nos EUA

Os Estados Unidos violaram o direito internacional ao executar um mexicano no Texas, afirmou hoje a principal funcionária no setor de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a alta comissária Navi Pillay.

AE, Agência Estado

08 de julho de 2011 | 15h27

A execução de Humberto Leal traz "preocupações legais especiais", incluindo se ele teve acesso aos serviços consulares e a um julgamento imparcial, afirmou Pillay. O mexicano foi executado na noite de ontem, pela violação e pelo homicídio em 1994 de uma adolescente em Santo Antônio, após os advogados do acusado, respaldados pelo governo mexicano e por outros diplomatas, não conseguirem que o cumprimento da pena fosse adiado.

Além do México, o governo do presidente Barack Obama e outras autoridades queriam que a Suprema Corte federal adiasse a execução, para permitir que o Congresso analisasse a legislação que exigia revisões judiciais para estrangeiros condenados à morte que não receberam ajuda dos consulados de seus países. A Suprema Corte rechaçou o pedido por cinco votos a quatro. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.