ONU critica política de Israel

A Assembléia Geral da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU), ignorando o pedido de Israel para"tomar uma decisão moral" e condenar o terrorismo palestino,decidiu criticar nesta segunda-feira as táticas do Estadojudeu contra os palestinos. Enquanto a Assembléia Geral encerrava três dias de debatessobre o Oriente Médio e votava algumas resoluções sobre o tema,helicópteros israelenses lançavam mísseis nos arredores dosescritórios do líder palestino Yasser Arafat, em represáliapelos atentados suicidas do fim de semana por parte deextremistas islâmicos. Antes da votação de quatro resoluções diretamente relacionadascom os palestinos, o embaixador de Israel na ONU, Yehuda Lancry,disse que teve de romper o costumeiro silêncio de seu país comrelação às resoluções anuais devido "ao massacre causado peloterrorismo palestino em Jerusalém e Haifa" durante o fim desemana. Ele ainda pediu às 188 nações pertencentes à assembléia quetomassem "uma decisão moral hoje e se abstivessem de resoluçõesque dariam legitimidade internacional ao terrorismopalestino". Mas a Assembléia Geral preferiu votar em favor de quatroresoluções favoráveis aos palestinos, entre elas uma que apóiaseu direito a um Estado independente com base na devolução deterritórios ocupados por Israel, além de pedir a retirada doExército judeu e a retomada de um diálogo para a obtenção de umacordo definitivo de paz. Cada uma das resoluções recebeu 100 votos a favor dos 160países votantes. "Estamos muito satisfeitos", disse o observador palestinoperante a ONU, Nasser Al-Kidwa. Pouco depois, ele acusou Israelde fazer todo o possível para "sabotar todos os esforços pararetomar o processo de paz".

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