ONU critica repressão na Líbia e no Barein

As autoridades de países como Líbia e Barein usaram força excessiva contra manifestantes com reivindicações legítimas, disse na sexta-feira a alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay.

REUTERS

18 Fevereiro 2011 | 17h09

"O Oriente Médio e o Norte da África estão fervendo de ira", disse ela em nota, lamentando também as mortes na Argélia, Irã, Iraque e Iêmen.

"Na raiz dessa ira estão décadas de negligência às aspirações populares de realizar não só direitos civis e políticos, mas também direitos econômicos, sociais e culturais."

Ela qualificou de "ilegal e excessivamente pesada a reação de vários governos ... às exigências legítimas do seu povo."

"O uso de força letal pelo pessoal de segurança na Líbia teria levado à morte de mais de 20 manifestantes", afirmou ela, lembrando que algumas fontes falam em mais de 50 mortes.

Segundo a sul-africana é "particularmente grave que haja ataques dirigidos a jornalistas, advogados, defensores dos direitos humanos e, no caso do Barein, médicos e pessoal sanitário que atendiam manifestantes feridos."

Pillay também expressou preocupação com declarações de alguns parlamentares iranianos defendendo a execução de líderes da oposição.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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