ONU decide fechar escritório no Sri Lanka após protestos

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, revidou nesta quinta-feira os protestos liderados por um ministro do Sri Lanka em frente à instalação da entidade em Colombo e convocou de volta seu representante no país asiático.

PATRICK WORSNI, REUTERS

08 de julho de 2010 | 18h28

Ban disse que era inaceitável que autoridades cingalesas não foram capazes de evitar que os protestos atrapalhassem os trabalhos dos funcionários da ONU, que foram forçados a fechar o escritório da capital na quarta-feira.

Os protestos apoiam uma exigência do governo para que a ONU dissolva um painel apontado por Ban no mês passado para informá-lo se crimes de guerra foram cometidos no fim da guerra de 25 anos do país com separatistas tâmeis. As tropas do governo finalmente dominaram os rebeldes em maio de 2009.

O ministro da Construção, Wimal Weerawansa, foi quem liderou os protestos. Ele é um nacionalista aliado do presidente Mahinda Rajapaksa. No terceiro dia dos protestos, nesta quinta-feira, Weerawansa começou uma greve de fome

Ban convocou o coordenador da ONU no Sri Lanka, Neil Buhne, de volta a Nova York para consultas e decidiu que o centro regional do Programa de Desenvolvimento da ONU em Colombo será fechado, disse o porta-voz da entidade Farhan Haq.

(Reportagem adicional de Ranga Sirilal, em Colombo)

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