ONU declara estado de fome em áreas no sul da Somália

Segundo a entidade, fome atingirá todo o sul do país dentro de dois meses se 'não agirmos agora'

AE, Agência Estado

20 de julho de 2011 | 13h42

Menino somali observa enquanto camelos tomam água em Galkayo, 70km da capital

 

NAIRÓBI, QUÊNIA - A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou nesta quarta-feira, 20, "estado de fome" em duas partes da Somália, em virtude da estiagem que afeta mais de 10 milhões de pessoas no Chifre da África.

 

As áreas afetadas são Bakool e Baixa Shabelle, ambas localizadas no sul do país, informou um comunicado emitido hoje pelo departamento de Relações Humanitárias da ONU para Somália.

 

Seca e conflito

 

"Em todo o país quase metade da população somali - 3,7 milhões de pessoas - agora está em crise, da qual cerca de 2,8 milhões de pessoas estão no sul", disse a ONU. "Secas consecutivas afetaram o país nos últimos anos, enquanto o contínuo conflito tornou extremamente difícil para as agências operarem e acessarem as comunidades no sul da Somália", informou a organização.

 

A menos que ações de caráter emergencial sejam tomadas, autoridades alertaram de que as áreas afetadas pela fome aumentarão. "Se não agirmos agora, a fome se espalhará para todas as oito regiões do sul da Somália dentro de dois meses devido às fracas colheitas e ao surto de doenças infecciosas", afirmou Mark Bowden, coordenador de medidas humanitárias da ONU na Somália, a repórteres.

 

Quênia, Uganda, Etiópia e Djibouti estão entre os outros países prejudicados pela estiagem na região do Chifre da África. Ontem, os Estados Unidos solicitaram que a Eritreia informe quão severamente foi afetada pelas condições de seca.

 

De acordo com a ONU e outras agências humanitárias, fome implica ingerir menos de 2,1 mil calorias em alimentos por dia, desnutrição aguda em mais de 30% das crianças e duas mortes a cada 10 mil pessoas por dia.

 

As informações são da Dow Jones

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