ONU declara-se contra a permanência de Israel na Cisjordânia

Nesta segunda-feira, a Assembléia Geral das Nações Unidas votou a favor da retirada das tropas israelenses dos territórios autônomos palestinos e a volta imediata às posições que se encontravam em setembro de 2000. O relatório do secretário-geral, Kofi Annan, sobre os campo de Jenin, teve 114 votos a favor e 11 abstenções de países como a Austrália, Canadá e Nigéria. Os Estados Unidos, Israel, Micronésia e Ilhas Marshall foram contra. A resolução aprovada condena os atos de violência contra israelense e palestinos e ressalta ainda a ?lamentável situação humanitária? do povo palestino. O projeto apresentado pelo Estados Árabes, no qual dizia que Israel deveria ser condenado unilateralmente por ?crimes de guerra?, fracassou em virtude da oposição dos Estados Unidos e outros países ocidentais. Os Estado Árabes acusaram Israel de promover um ?massacre? em Jenin, na Cisjordânia, em maio deste ano. Mas o Conselho de Sergurança da ONU não encontrou provas para tomar uma atitude mais enérgica contra Israel, que não ajudou nas investigações em Jenin. Os EUA adiantaram que votariam contra a resolução e disse que a sessão especial deveria condenar também os atentados terroristas de organizações como Hamas e Jihad. O embaixador dos EUA, John Negroponte denunciou que "a Assembléia Geral e o Conselho de Segurança permanecem em silêncio quando as vítimas do terrorismo são israelenses". Para os EUA, a resolução aprovada hoje não oferece nenhuma solução e se centra injustamente em uma parte do conflito "e nosso propósito é trabalhar diretamente com as duas partes para conseguir resultados concretos". "Esta retórica condenatória contra Israel que se inclui na resolução não contribui aos esforços internacionais para acabar com a violência", manifestou Negroponte. O observador da Palestina na ONU, Nasser Ao-Kidwa, assinalou que o relatório de Annan sobre as matanças em Jenin chegou mais tarde do que o previsto e sem as conclusões esperadas, mas ressaltou que as forças ocupantes de Israel "cometeram crimes de guerra e atrocidades e é responsabilidade da comunidade internacional tomar medidas contra os autores". Al-Kidwa apontou que "o relatório não diz que não tenha havido um massacre" e denunciou o agravamento da situação no local, onde as forças de ocupação de Israel continuam invadindo e reocupando as cidades palestinas da Cisjordânia. Violência - O Exército israelense matou nesta terça-feira dois palestinos das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, procurados pelos órgãos de segurança, na aldeia de Yaba, em Nablus, na Cisjordânia, informaram fontes militares. Uma das vítimas é Ali Ayuri, chefe dos dois suicidas que morreram há duas semanas em Tel Aviv, matando cinco pessoas e ferindo outras 40. Leia o especial

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