REUTERS/Thomas Mukoya
REUTERS/Thomas Mukoya

ONU defende regras claras para confrontos cibernéticos

Novas tecnologias não estão contempladas na Convenção de Genebra, alerta secretário-geral da entidade

O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 17h49

LISBOA - O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu nesta segunda-feira, 19, a implementação de regras globais para diminuir o impacto de ataques cibernéticos e ciberespionagem em civis, diante do risco que essas tecnologias representam para conflitos no futuro. 

+ Órgão da ONU é acusado de abafar caso de assédio sexual

Nos últimos anos, hackers patrocinados por agentes estatais causaram prejuízos sem escala a empresas, serviços públicos e de infraestrutura, segundo Guterres. 

Na semana passada, o procurador-especial Robert Mueller indiciou 13 cidadãos russos e três companhis do país por espionagem com o intuito de prejudicar as eleições americanas de 2016. 

“Episódios de ciberespionagem entre países já são comuns”, disse o secretário-geral. “O que é pior é não haver regulação nenhuma. Não sabemos como aplicar a Convenção de Genebra em casos assim.”

O secretário-geral ainda disse estar convencido de que as batalhas do futuro envolverão ataques cibernéticos em massa com o objetivo de destruir capacidade militar e de infraestrutura. 

Guterres também defendeu as Nações Unidas como um laboratório para criar novas regras sobre confrontos cibernéticos, com o auxilio de cientistas e políticos. As declarações do secretário-geral foram feitas em uma homenagem na Universidade de Lisboa.

No ano passado, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou que preparava um esboço sobre o tema, com diretrizes para seus militares empregarem armas cibernéticas. Um acordo está previsto para o ano que vem. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.