Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

ONU definirá sanções para país que buscar arma nuclear

Um esboço da resolução de salvaguardas nucleares, que deve ser aprovada amanhã pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), deve começar a estabelecer os parâmetros legais para ações militares e diplomáticas contra países que usam tecnologia nuclear civil para fins militares, enquanto a administração de Barack Obama faz pressão para fortalecer os controles internacionais sobre a proliferação nuclear.

Agencia Estado

23 de setembro de 2009 | 20h04

O esboço da resolução, obtido pelo "The Wall Street Journal", diz que os países que fornecem material nuclear e equipamentos sob os termos do Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP) devem "ter o direito de exigir" sua devolução se os recebedores não cumprirem ou se retirarem do tratado. O documento também diz que, se um país encerrar as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), "as salvaguardas devem continuar no que diz respeito a qualquer material nuclear e equipamentos" deixados para trás.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez da proliferação nuclear, especialmente do programa nuclear iraniano, o centro de seus esforços diplomáticos em seu primeiro encontro na Assembleia Geral da ONU. Ele usou seu prestígio pessoal e o prestígio de seu país como o primeiro presidente dos Estados Unidos a presidir uma reunião do Conselho de Segurança na quinta-feira. A resolução sobre não-proliferação de armas pode ser a vitória mais tangível de sua semana inaugural na ONU, disseram analistas de controle de armas.

A resolução pode não ser um importante salto, mas inicia o estabelecimento de parâmetros que podem ser usados contra países como a Coreia do Norte, que se retirou do Tratado de Não-proliferação depois de construir uma infraestrutura nuclear aparentemente para uso pacífico, ou o Irã, que ainda é signatário, mas sobre quem pesam suspeitas de que esteja usando a tecnologia nuclear para um programa de armamentos.

O Tratado de Não-proliferação Nuclear, assinado em 1968, estabeleceu que países que não possuem armas nucleares poderiam ter acesso à tecnologia nuclear para uso energético e científico, contanto que renunciassem à busca de armas nucleares. Em troca, os países que possuem armamentos nucleares concordaram em trabalhar pelo desarmamento. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
ONUresoluçãoarmas nucleares

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.