ONU denuncia que militares do Congo cometem estupros e assassinatos

Segundo órgão, comunidades violadas foram as mesmas que sofreram brutalidades meses atrás

14 de outubro de 2010 | 23h03

NOVA YORK- A representante especial da ONU para a violência sexual em guerras, Margot Wallström, denunciou nesta quinta-feira, 14, que as Forças Armadas da República Democrática do Congo cometem abusos e violações dos direitos humanos.

 

Margot, que compareceu no Conselho de Segurança da ONU, afirmou que as forças de manutenção da paz no país africano (Monusco) "informaram que as Forças Armadas congolesas cometeram estupros" e participaram de assassinatos.

 

A representante especial da ONU qualificou de "inaceitável" e "inimaginável" a atuação das Forças Armadas da RDC, que teriam cometido esses atos nas mesmas comunidades que já sofreram, há alguns meses, a brutalidade de grupos como as Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) e as milícias "Mai-Mai".

 

No início de outubro, a Monusco deteve um dos rebeldes supostamente responsáveis pelo estupro de, pelo menos, 303 civis em uma região oriental do país.

 

Segundo dados da ONU, cerca de 200 guerrilheiros "Mai-Mai" e da FDLR são responsáveis pela violação de centenas de civis ocorrida durante uma ofensiva rebelde contra 13 povoados de Walikale, entre 30 de julho e 2 de agosto.

 

A diplomata pediu ao Governo da RDC que averigue esses novos fatos na região e expressou preocupação de que os civis sejam novamente vítimas desses ataques.

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