ONU denuncia repressão "sem precedentes" em Cuba

A prisão de 75 dissidentes cubanos ano passado representa uma ?onda de repressão sem precedentes? na ilha, de acordo com uma especialista das Nações Unidas. Em relatório produzido para a reunião da Comissão de Direitos Humanos da ONU, marcada para o próximo mês, a relatora Christine Chanet nota que os dissidentes foram julgados e condenados em questão semanas, ou mesmo dias, e que os processos foram fechados ao público.Os 75 dissidentes foram condenados, em abril de 2003, a períodos de prisão de seis a 28 anos, acusados de trabalhar com diplomatas americanos para minar o socialismo cubano. Os ativistas e os EUA negaram a acusação. Cuba não permitiu a entrada de Chanet no país, alegando violação de soberania. O relatório foi feito com base em entrevistas com dissidentes, defensores dos direitos humanos e outros governos. Segundo Chanet, os ativistas presos são mantidos em condições precárias, ou em isolamento total ou em celas superlotadas, com criminosos comuns.Chanet, uma jurista francesa, disse que a repressão foi resultado da deterioração nas relações entre Cuba e EUA, mas destaca que ?as autoridades cubanas têm o poder de pôr fim às restrições?. A versão em francês do relatório foi publicada antes da tradução para as outras línguas da ONU.

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