ONU desaconselha retorno ao sul do Líbano

O Alto Comissariado da ONU para osRefugiados (Acnur) desaconselhou nesta terça-feira o retorno de deslocados ao suldo Líbano devido à destruição da infra-estrutura básica,principalmente dos sistemas de fornecimento de água e eletricidade,e ao perigo originado pela presença de munição sem explodir. "Um número considerável das pessoas que voltaramprecipitadamente, logo depois do cessar-fogo, não pôde chegar a suascasas e continua deslocado nas casas de seus parentes e amigos",afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do organismo em Genebra,Ron Redmond. Os mais de 30 dias de conflito entre Israel e a milícia xiitaHezbollah causaram o deslocamento de mais de 1 milhão de libaneses,dos quais ainda há milhares que até agora não puderam voltar a seuslares, embora 90% tenham retornado nos dias seguintes ao fim dashostilidades, em 14 de agosto. "Nos arredores de Beirute, calcula-se que há cerca de 12 millibaneses nessa situação e na capital chegam a 35 mil", assinalou oporta-voz, que atribuiu o último número à organização Caritas. Segundo o Acnur, além desses problemas, as vítimas do conflitotêm que enfrentar também a perda de suas principais fontes de renda,enquanto os idosos e doentes crônicos não recebem o atendimentomédico necessário. Na cidade de Jezzine, no sul do país, o Acnur colaborou comoutras organizações locais para o estabelecimento de um acampamentode verão com capacidade para 104 menores e todo o materialnecessário para que possam retomar suas atividades educativas. A educação das crianças libanesas foi outro assunto abordado nesta terça-feirapelo Fundo da ONU para a Infância (Unicef), que segundo um de seusporta-vozes, Michael Bociurkiw, utilizou a distribuição de mais de50 mil litros diários de água engarrafada para transmitir mensagensde prevenção. "Aproveitamos os rótulos das garrafas para alertar as crianças esuas famílias sobre o perigo dos explosivos", afirmou Bociurkiw.

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