ONU determina que Israel renuncie a armas nucleares

NOVA YORK - A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta terça-feira, 2, uma resolução para que Israel renuncie à posse de armas nucleares e coloque suas instalações nucleares sob supervisão internacional. O texto destacou que Israel é o único país do Oriente Médio que não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) .

O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2014 | 18h17

De acordo com o documento, Israel deve "aderir ao tratado sem demora para não desenvolver, produzir, testar ou adquirir armas nucleares, além de renunciar à posse de armas atômicas". O país também deve colocar suas instalações nucleares sob a salvaguarda da Agência de Energia Atômica da ONU (AIEA). A resolução foi aprovada por 161 votos contra 5 - Israel, EUA e Canadá se opuseram - e 18 países se abstiveram.

A medida, apresentada pelo Egito, reitera um esforço árabe semelhante que não conseguiu ser aprovado em setembro na AIEA. Israel criticou países árabes por minar o diálogo ao destacar várias vezes o país nas arenas internacionais. A missão de Israel na ONU não comentou a decisão desta terça-feira.

A resolução da ONU, intitulada O Risco de Proliferação Nuclear no Oriente Médio pressiona o estabelecimento de uma zona livre de armas nucleares nessa região. O comitê responsável pelo tema na Assembleia-Geral lamentou que os esforços para convocar negociações tenham sido abandonados pelos EUA em 2012.

Israel sempre argumentou que um plano completo de paz entre palestinos e israelenses deve preceder qualquer criação de uma zona livre de armas de destruição em massa. O país também alega que o programa nuclear iraniano é a real ameaça regional, o que o Irã nega.

As resoluções da Assembleia Geral da ONU não são juridicamente vinculativas, mas têm um peso moral porque é o único órgão em que todos os 193 Estados-membros da ONU estão representados. / AP 

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