ONU deve declarar fome em partes da Somália

A Organização das Nações Unidas (ONU) deve declarar fome em algumas partes do sul da Somália, afirmaram autoridades de ajuda humanitária nesta terça-feira, sinalizando a doadores a necessidade de mais apoio e a insurgentes, que o sofrimento da população está sendo levado a sério.

STE, REUTERS

19 de julho de 2011 | 13h38

Mark Bowden, coordenador humanitário para a Somália, deve fazer o anúncio na quarta-feira em Nairóbi, com base em novos dados da unidade de análise de nutrição e segurança alimentar relativos ao violento país do Chifre da África.

"Vai ser declarada fome em várias áreas do sul da Somália", disse à Reuters um funcionário de uma organização de ajuda humanitária com sede em Genebra.

A entidade internacional descreveu a situação da seca na região conhecida como Chifre da África como uma emergência, um nível antes de ser declarada fome, citando níveis calamitosos de desnutrição aguda entre as crianças da Somália que chegam a campos de refugiados no Quênia e Etiópia.

No total, mais de 10 milhões de pessoas foram afetadas e precisam de ajuda emergencial, incluindo 2,85 milhões na Somália, onde uma em cada três crianças sofre de desnutrição, afirmou a ONU.

A fome é definida por uma taxa de mortalidade grave de mais de 2 em cada 10.000 pessoas por dia e taxas de déficit de peso superiores a 30 por cento em crianças com menos de 5 anos, segundo o Unicef.

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