ONU deve permanecer na Costa do Marfim contra a vontade de governante

Laurent Gbagbo quer continuar na presidência do país apesar da ONU ter reconhecido a vitória de seu rival

Efe,

19 de dezembro de 2010 | 04h15

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou neste sábado, 19, que a missão do organismo na Costa do Marfim (Unoci) cumprirá seu mandato, apesar do governante marfinense Laurent Gbabgo ter pedido a saída dos "capacetes azuis" ali desdobrados.

 

O Conselho de Segurança da ONU abordará na segunda-feira a situação do país africano, assim como a renovação do mandato que os "capacetes azuis" cumprem na Costa do Marfim e que expira em 31 de dezembro.

 

Gbagbo pretende continuar na presidência do país, apesar da comunidade internacional ter reconhecido a vitória de seu rival, Alassane Ouattara, e pediu a saída de seu país das tropas das Nações Unidas e dos soldados franceses.

 

Ouattara, do grupo RHDP, foi reconhecido como presidente eleito da Costa do Marfim pela ONU e pela comunidade internacional, já que teve 54,1% dos votos do segundo turno e Gbagbo recebeu 45,9%.

 

Ban assinalou que está a par dessa declaração de Gbagbo, a quem lembrou que "a comunidade internacional falou com uma única voz sobre sua intenção de se manter no poder".

 

Além disso, expressou sua preocupação pelos ataques a uma patrulha da ONU e aos guardiães dos quartéis dos "capacetes azuis" por forças de segurança aparentemente leais a Gbagbo. Também houve outro ataque este mesmo sábado a observadores militares da ONU pela organização Jovens Patriotas.

 

Ban reiterou sua advertência a Gbabgo e seus seguidores que "qualquer ataque contra as forças da ONU será contra a comunidade internacional e seus responsáveis levados perante a justiça".

 

"Qualquer ação que obstrua ou restrinja as operações da ONU é igualmente inaceitável", afirmou Ban, assinalando que "haverá consequências para quem perpetrou ou orquestrou essas ações, ou o façam no futuro".

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