ONU deve prolongar missão de forças de paz em Darfur

Resolução votada nesta quinta estende por mais um ano o mandato das tropas na região de conflito no Sudão

Agências internacionais,

31 de julho de 2008 | 08h24

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) deve prolongar a missão das forças de paz no Sudão por mais um ano. Os capacetes azuis estarão no país até 29 de julho de 2009, segundo informaram fontes diplomáticas nesta quinta-feira, 31, à agência Reuters. Os países do Ocidente ainda admitiram que estão prontos para discutir a suspensão do indiciamento do presidente sudanês, Omar Hassam al-Bashir, pelo genocídio em Darfur, em troca da paz na região.   Veja também: Bashir, anfitrião de terroristas, deu sinal verde para massacres  Entenda os conflitos no Sudão   Quinze membros do Conselho votarão uma proposta apresentada pelo Reino Unido, que estipula que a força da ONU e da União Africana, conhecida como UNAMID, estará presente em Darfur até o fim de julho de 2009. Espera-se que a resolução seja aprovada de forma unânime depois de várias semanas de negociações particulares. O embaixador do Sudão na ONU qualificou o texto como "aceitável".   Os representantes do Conselho ainda se comprometeram em incluir na resolução a preocupação manifestada por outros países sobre a ordem de prisão contra o presidente do Sudão. O promotor do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, recomendou o indiciamento de al-Bashir por considerá-lo suspeito de crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio durante os cinco anos do conflito em Darfur.   Alguns países pediram que a ordem de prisão seja reconsiderada, pois ela pode impactar negativamente no processo de paz na região. A resolução terá "consideração às preocupações" dos membros do Conselho sobre a medida da Promotoria.   Bashir é acusado de mobilizar milícias árabes pró-governo para perseguir e massacrar civis africanos em Darfur desde 2003. A ONU estima que cerca de 300 mil pessoas tenham morrido e mais de 2,5 milhões tenham sido obrigadas a abandonar suas casas desde o início do conflito em Darfur. Segundo o promotor, o "aparato estatal do Sudão" esteve envolvido em uma campanha organizada para atacar civis em Darfur

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