ONU deveria agir na Síria, diz chefe de Conselho Europeu

Ocidente volta a pressionar China e Rússia por posição mais contundente contra Damasco

Reuters

14 Fevereiro 2012 | 08h02

PEQUIM - Durante visita a Pequim nesta terça-feira, 14, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, afirmou que todos os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deveriam agir em relação à situação na Síria - mais de uma semana depois de a China e a Rússia terem vetado uma resolução que pedia a renúncia do presidente sírio, num momento em que o conflito se agrava no país.

 

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Van Rompuy e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, estão em Pequim para uma reunião com líderes chineses, adiada desde o ano passado, quando os dirigentes europeus tiveram de começar a lidar com a escalada da crise da dívida do euro.

 

Na segunda-feira, a China declarou apoio à mediação da Liga Árabe para a solução do conflito na Síria, mas não deixou claro se é favorável à proposta dos países árabes de enviar uma missão de paz da ONU às zonas de violência.

 

Pequim também posicionou-se contra uma resolução do Conselho de Segurança que pedia a renúncia de Assad, assim como a Rússia. Ambos os países estão sob pressão do Ocidente para adotarem posturas mais contundentes a respeito da repressão conduzida pelo regime de Damasco contra os opositores.

 

A revolta contra Assad na Síria começou em março do ano passado, após protestos similares em outros países daregião. Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas já morreram. O governo culpa "grupos armados e terroristas" pela violência.

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