ONU discute investigação permanente de armas proibidas

França e Reino Unido querem transformar a força de inspetores da ONU que atuou no Iraque numa agência permanente, com jurisdição para investigar mísseis e armas biológicas em todo o mundo. Os EUA se opõem à idéia, o que coloca o governo Bush em discordância com a Grã-Bretanha e no mesmo time de Paquistão e Síria - países cujos programas de armas causam preocupação internacional.Para o governo Bush, apoiar a iniciativa pode ser embaraçoso, depois que a administração americana criticou os inspetores da ONU por não encontrarem, no Iraque, as mesmas armas que os americanos também não conseguem achar. Mas rejeitar explicitamente a idéia também é difícil, uma vez que a proposta põe uma preocupação declarada dos EUA - a existência de armas proibidas em mãos erradas - no centro das preocupações da ONU.Para a maior parte dos membros do Conselho de Segurança e a União Européia, resgatar a agência conhecida como Unmovic e enviá-la de volta ao Iraque seria um reconhecimento de que as inspeções funcionam. Representantes dos EUA disseram que o país não pretende abrir uma discussão formal sobre o destino da Unmovic antes que a busca americana por armas no Iraque termine. Isso poderia deixar a agência no limbo até junho de 2004.Grã-Bretanha, França, Rússia, Canadá e União Européia trabalham para tornar a Unmovic, criada após a Guerra do Golfo dos anos 90, numa equipe internacional de inspeção para armas químicas, biológicas e sistemas de mísseis.

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