ONU discute o terror horas depois de ser atacada

No mesmo dia em que sofreu um segundo ataque no Iraque, a Organização das Nações Unidas abriu uma conferência internacional sobre terrorismo. Em seu discurso de abertura, o secretário-geral Kofi Annan pediu às nações que reflitam sobre as causas do terrorismo. ?Nós nos iludimos se pensarmos que a força militar pode sozinha derrotar o terrorismo. Pode ser necessário, às vezes, usar a força contra grupos terroristas, mas precisamos fazer muito mais do que isso se for para dar um basta ao terrorismo?, disse Annan. Sobre o ataque sofrido pela ONU nesta segunda-feira em Bagdá, Annan disse que está "chocado e angustiado com este último ataque". Ela afirmou que a ONU vai estudar o atentado e decidir sobre novas formas de proteger sua sede na capital do Iraque. Cerca de 20 chefes de estado - entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fala hoje - acompanham a conferência, que se chama ?Combatendo o terrorismo pela humanidade?. Entre estes países, além do Brasil, estão França, Espanha, Itália, Noruega, Canadá, Portugal, Afeganistão e Paquistão. Mas o país que, em tese, seria o maior interessado no assunto, os Estados Unidos, não estão representados por seu secretário de Estado. Os EUA vão à discussão sobre terrorismo na ONU através do senador Richard Lugar, presidente do comitê de relações internacionais do Senado americano. O secretário de Estado do país, Colin Powell, estará a quadras dali, numa outra conferência da ONU, esta sobre AIDS. Alvo pela segunda vez Na explosão de um carro-bomba em Bagdá hoje, a 100 metros do Hotel Canal, sede da ONU no Iraque, duas pessoas morreram, o motorista e um guarda que o parou; 19 ficaram feridos. É a segunda vez que as Nações Unidas são alvo de ataques terroristas em Bagdá. Na primeira, em 19 de agosto, 23 pessoas morreram, entre elas o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

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