ONU diz que 110 mil fugiram da Ucrânia para a Rússia neste ano

Em razão dos conflitos com separatistas no leste, outras 54 mil pessoas deixaram suas casas mas continuam em território ucraniano

O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 09h17

KIEV - Cerca de 110 mil ucranianos fugiram neste ano para a Rússia e 54 mil deixaram suas casas mas ainda estão no território da Ucrânia em razão dos confrontos com separatistas pró-Rússia, informou nesta sexta-feira, 27, o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Segundo a porta-voz do Acnur, Melissa Fleming, citando dados oficiais russos e informações obtidas pela ONU, apenas 9.500 pessoas das que fugiram para a Rússia pediram status de refugiado porque muitos temem fazer o pedido e sofrer futuras represálias se voltarem para a Ucrânia. Outros 750 ucranianos pediram status de refugiado na Polônia, Bielo-Rússia, República Checa e Romênia.

O número dos desalojados internamente na Ucrânia registrou uma grande alta desde a semana passada. Cerca de 12 mil deles são da Crimeia, anexada pela Rússia em março, e os outros são do leste ucraniano.

No interior do país, a maior concentração de refugiados está na cidade de Svyatogorsk, região de Donetsk, que declarou independência do governo de Kiev. "O aumento dos números em relação à semana passada coincide com a recente deterioração da situação no leste ucraniano", disse Fleming. "As pessoas desalojadas citam piora da lei e da ordem, temores de sequestro, violações dos direitos humanos e interrupção dos serviços públicos."

Muitos ucranianos estão agrupados na região russa de Rostov sobre o Don, para onde 12.900 refugiados, dentre eles 5 mil crianças, fugiram, e em Briansk, onde estão 6.500 refugiados. Em Rostov, os refugiados são abrigados em prédios públicos e barracas. Já em Briansk, a maioria está com parentes e amigos. / AP

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