ONU diz que 30 mil já deixaram casas e há crianças lutando

Escritório de Genebra teme onda de refugiados e deslocados internos; islamistas teriam soldados mirins

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2013 | 02h05

A escalada dos conflitos no Mali já provocou mais de 30 mil deslocados internos, além de obrigar centenas de moradores das áreas atingidas pelo conflito a fugir para países vizinhos, como o Níger e a Mauritânia. A informação foi divulgada ontem pela ONU, que ainda acusou os islamistas de recrutarem crianças nos vilarejos para lutar contra o Exército malinês e as tropas francesas.

Em 2012, pelo menos 200 mil pessoas deixaram suas casas no norte do Mali, fugindo da violência e da imposição de leis islâmicas. Outros 144 mil cruzaram as fronteiras. Agora, em menos de uma semana de combates, cerca de 30 mil novos fugiram para outras regiões malinesas.

Segundo Adrian Edwards, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, pelo menos 1.200 malineses já chegaram a Níger, Burkina Faso e Mauritânia em uma semana. Outros 5 mil deixaram a região de Mopti em direção ao território nigeriano, cruzando o Rio Níger. "Estamos claramente vendo populações sendo deslocadas em razão dos confrontos", disse.

Segundo o Unicef, órgão da ONU que defende os direitos das crianças, um dos fatores que mais preocupa é o fato de islamistas estarem recrutando jovens para o combate. "Esse era um risco para o qual já vínhamos alertando há meses", disse a assessoria de imprensa da entidade.

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