ONU diz que 50 mil crianças podem morrer no Sudão do Sul

Dezenas de milhares de crianças no Sudão do Sul podem morrer neste ano sem ajuda de agências de ajuda humanitária, disse a ONU neste sábado, já que pediu mais de 1 bilhão de dólares para ajudar vítimas de 6 meses de guerra civil.

CARL ODERA, REUTERS

14 de junho de 2014 | 12h16

A luta que eclodiu em dezembro tirou 1,5 milhão de pessoas de casa e 7 milhões estavam sob risco de fome e doenças, disse Toby Lanzer, coordenador humanitário da ONU no Sudão do Sul.

"A menos que a luta acabe e as pessoas possam voltar para suas casas e retomar suas vidas, a situação vai continuar a agravar-se", disse ele no lançamento de um plano para apoiar 3,8 milhões de pessoas.

"As consequências podem ser terríveis: 50 mil crianças podem morrer neste ano se não receberem assistência."

Forças do governo que apoiam o presidente Salva Kiir e soldados leais ao vice demitido Riek Machar violaram o cessar-fogo assinado em maio, com o derramamento de sangue contínuo agravando a crise humanitária no país mais novo do mundo.

Lanzer disse que as chuvas sazonais tinham, em conjunto e condições para o Sul do Sudão foram se deteriorando a cada dia.

"A cólera eclodiu e malária é galopante e muitas crianças estão desnutridas. Milhões de pessoas precisam de cuidados de saúde de emergência, alimentos, água potável, saneamento básico e moradia para fazê-lo ao longo do ano", disse ele.

(Reportagem de George Obulutsa)

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