ONU diz que Nobel a dissidente indica foco em direitos humanos

A concessão do prêmio Nobel da Paz ao ativista chinês preso Liu Xiaobo ressalta a preocupação crescente no mundo para a melhoria dos direitos humanos, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na sexta-feira.

REUTERS

08 de outubro de 2010 | 17h08

Em um cuidadoso comunicado emitido por sua assessoria, Ban disse esperar que qualquer desentendimento em torno do prêmio, que causou a ira de Pequim, não provoque danos à causa global dos direitos humanos.

Conceder o prêmio de 2010 a Liu "é um reconhecimento do crescente consenso internacional para melhorar as práticas de direitos humanos e a cultura em todo o mundo", afirma o comunicado.

O comentário também incluiu um elogio à China que, segundo o documento, "atingiu avanços econômicos notáveis, tirou milhões da pobreza, estendeu a participação política e se juntou à tendência internacional ao aderir a reconhecidos instrumentos e práticas de direitos humanos".

Ban "expressa seu desejo sincero de que quaisquer discordâncias nesta decisão não prejudique o avanço da agenda de direitos humanos no mundo ou o alto prestígio e o poder inspiracional do prêmio", afirmou a declaração.

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