ONU diz que oito mil desabrigados no Congo estão sem ajuda

Deslocados por conflito entre governo e rebeldes não recebem auxílio humanitário há uma semana

Efe,

10 de dezembro de 2008 | 16h41

Cerca de oito mil deslocados pelo conflito armado no leste da República Democrática do Congo (RDC) estão sem receber ajuda humanitária há uma semana, informou nesta quarta-feira, 10, em Kinshasa a Missão de Paz das Nações Unidas no país (Monuc). O organismo da ONU cita fontes da sociedade civil em Beni, na província de Kivu Norte, que indicam que entre os deslocados há dois mil parentes ou dependentes de militares, que fugiram dos combates dos últimos dias entre facções rivais na região. Veja também:Impasse faz UE adiar decisão sobre envio de tropas ao Congo Além dos deslocados de Beni, a Monuc afirma que outras mil pessoas permanecem há um mês sem assistência em uma aldeia localizada a 70 quilômetros da localidade. Os deslocados procedem das localidades de Lubero e Rutshuru, cenários até pouco tempo de intensos combates entre as Forças Armadas da RDC (FARDC) e os rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP).  Além disso, centenas de famílias de guardas das reservas do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza e de policiais da região figuram entre os deslocados que estão em Beni. A Monuc informou ainda que 50 oficiais da Brigada 14 das FARDC, procedente de Kamina, em Katanga, que vão para Walikale em Kivu Norte, dormem junto a suas famílias à intempérie em Bukavu, capital da divisória Kivu Sul. Segundo as fontes, estes militares congoleses que não têm alojamento acabam de terminar um curso de formação das brigadas integradas das FARDC, que anunciaram a criação de um batalhão de intervenção rápida cujos soldados foram selecionados em várias regiões do país.  Enquanto isso, a Assembléia Provincial de Kivu Norte manifestou "grande satisfação" pelas reuniões que mantêm desde segunda-feira em Nairóbi, Quênia, por representantes do Governo e do CNDP para tentar buscar um ponto em comum que lhes permita pôr fim ao conflito e à crise humanitária que este originou.

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