ONU diz que protestos pós-eleitorais já mataram 173 na Costa do Marfim

Entidade ainda afirma que houve casos de tortura e desaparecimentos nos últimos dias

Associated Press

23 de dezembro de 2010 | 12h34

GENEBRA - A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quinta-feira, 23, que ao menos 173 pessoas morreram na Costa do Marfim e que outras 90 foram torturadas ou tratadas de forma desumana nos protestos pós-eleitorais do país africano.

 

A vice-comissária de Direitos Humanos do órgão, Kyung-wha Kang, disse a diplomatas que funcionários da ONU documentaram as mortes e casos de tortura entre os dias 16 e 21 de dezembro. Além disso, ela disse ao Conselho de Direitos Humanos da entidade que ocorreram 471 prisões e 24 casos de desaparecimento.

 

Kyung-wha afirmou que as restrições impostas sobre os funcionários da ONU na Costa do Marfim tornaram "impossível" a investigação de todos as queixas recebidas pela entidades sobre violações dos direitos humanos, inclusive relatos de covas coletivas.

 

A vice-comissária também expressou preocupações sobre a forma como a imprensa estatal é controlada pelos aliados de Laurent Gbagbo, que se recusou a deixar a presidência apesar dos chamados internacionais para sua renúncia após as eleições do dia 28 de novembro.

 

A ONU e governos de todo o mundo reconhecem Alassane Ouattara como o vencedor do pleito presidencial. O primeiro-ministro de Ouattara pediu à ONU, à União Europeia e à União Africana que considerassem uma intervenção na Costa do Marfim para tirar Gbagbo da presidência.

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