ONU diz que situação de segurança no Afeganistão é precária

Um alto funcionário da ONU alertou hoje que a situação de segurança no Afeganistão continua precária e que o frágil governo do presidente Hamid Karzai precisa de mais apoio internacional para sobreviver. "Caso o governo de Karzai caia, a fragmentação será abrangente, os extremistas crescerão e, então, os países estrangeiros, grupos ou indivíduos serão levados a novos conflitos e a retomada da violência generalizada será quase certa", disse Lakhdar Brahimi, representante especial da ONU no Afeganistão para o Conselho de Segurança.Falando na sede da ONU, em Nova York, Brahimi disse que a recente tentativa de assassinato de Karzai, a explosão de um carro-bomba em Cabul e os conflitos facciosos em várias partes do país deveriam servir como "um alerta de despertar para todos nós, tanto afegãos como estrangeiros".Brahimi disse que o governo de Karzai estava trabalhando com o objetivo de criar um exército nacional e uma força de polícia para substituírem os pequenos grupo de homens armados que agora desempenham os trabalhos de segurança, mas que muitas vezes lutam em nome de chefes locais ou senhores da guerra.Segundo o representante da ONU, os países que se comprometeram em ajudar o Afeganistão depois da guerra liderada pelos Estados Unidos deveriam considerar uma expansão das forças internacionais de paz para além das fronteiras de Cabul.Karzai e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, conclamaram repetidas vezes por uma ampliação do papel da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF, por sua sigla em inglês), atualmente com 5 mil homens liderados pela Turquia. A ISAF foi instalada em janeiro último, depois que a ofensiva militar liderada por Washington derrubou de vez o governo do Taleban. Desde então, suas operações ficaram restritas à capital.Os Estados Unidos, antigos opositores de uma atuação das forças além das fronteiras de Cabul, já consideram analisar a idéia.

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