ONU diz xenofobia na África do Sul deixou 100 mil desabrigados

Pelo menos 56 pessoas morreram na onda de violência contra estrangeiros nos principais centros urbanos

Efe,

30 de maio de 2008 | 13h20

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) afirmou nesta sexta-feira, 30, que 100 mil pessoas foram deslocadas e 56 morreram nos principais centros urbanos da África do Sul por causa dos ataques xenófobos cometidos por grupos criminosos.   Veja também:   África do Sul recusa criar campos de refugiados para imigrantes   "A maioria de deslocados são imigrantes ilegais de Moçambique, Malauí e outros países africanos", alguns dos quais retornaram a seus países ou viajaram para uma terceira nação, assinalou o organismo da ONU. Entre os que foram deslocados pela violência que atinge a África do Sul há duas semanas, 42 mil pessoas - incluindo refugiados e solicitantes de asilo - estão abrigadas em algum recinto, onde além de refúgio buscaram segurança.   Os refugiados que foram mais afetados provêm de Zimbábue, Somália e Etiópia, cujas casas e negócios foram saqueados e queimados, disse um porta-voz do Acnur. A África do Sul registrou até agora um total de 128 mil refugiados e solicitantes de asilo, precisou.   O relator da ONU para casos de racismo, Doudou Diène, pediu ao governo sul-africano para refletir sobre "as causas profundas" desta violência, ordenar uma investigação completa e punir os responsáveis. Além disso, recomendou que inicie programas adequados para a integração de refugiados e imigrantes.   "Que estes fatos ocorram em um país que conheceu os efeitos do racismo institucionalizado sob a forma do apartheid evidencia o caráter universal da discriminação racial e a necessidade de uma vigilância permanente", ressaltou Diène mediante um comunicado divulgado em Genebra.

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