ONU dobra estimativa de casos de cólera no Haiti

O cólera deve se propagar com uma velocidade mais de duas vezes maior que o estimado anteriormente pelo Haiti, informou um funcionário das Nações Unidas. A expectativa agora é que ocorram mais de 425 mil casos da doença nos primeiros seis meses de sua aparição, segundo ele.

AE, Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 12h19

Até 200 mil novos casos são esperados para antes do fim do ano, com um pico antes do Natal, disse Nigel Fisher, coordenador humanitário da ONU para o Haiti. "Quando nós estávamos nos estágios iniciais do planejamento, dissemos que haveria 200 mil casos em seis meses", comparou ele ontem, citando o dado anterior.

As novas projeções refletem a natureza explosiva da epidemia de cólera, que começou na zona rural do Haiti em outubro, mas já se espalhou por todas as 10 regiões do país, bem como pela capital Porto Príncipe. Mais de 1,3 milhão de sobreviventes do terremoto de janeiro no país estão vivendo em superlotados campos de refugiados.

Oficialmente, a doença já atingiu 66.593 pessoas e matou 1.523 até a segunda-feira, segundo dados do Ministério da Saúde. O número real, porém, deve ser bem maior, disseram funcionários do setor de saúde, em parte porque os sistemas de monitoramento usados para contabilizar os doentes não funciona para os casos em que não há internação.

O cólera se dissemina pela água e pelos alimentos contaminados, e os funcionários dizem que a doença deve avançar mais rapidamente pelo país por causa da falta de higiene e de água potável. Fisher disse que é necessário mais dinheiro para combater a epidemia. As informações são da Dow Jones.

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