ONU e agências de ajuda pedem que mundo continue a ajudar Haiti

A Organização das Nações Unidas (ONU) e outras agências de ajuda pediram nesta segunda-feira que o mundo não se esqueça do Haiti, devastado por um forte terremoto em janeiro, e que mantenha o apoio financeiro para a reconstrução do país.

ROBERT EVANS, REUTERS

12 de julho de 2010 | 18h04

O pedido ocorreu durante coletiva de imprensa para relembrar o tremor, que há exatos seis meses matou cerca de 225 mil pessoas, destruiu a capital Porto Príncipe e deixou 1,5 milhão de desabrigados.

"Esperamos que os doadores continuem seus esforços para realizar as promessas que fizeram em financiar a ajuda e reconstrução, apesar dos atuais problemas econômicos do mundo", disse Elisabeth Byrs, do órgão de coordenação humanitária da ONU.

O comitê que supervisiona os trabalhos de ajuda afirma que somente 62 do por cento, ou 907 milhões de dólares, da quantia pedida pela ONU em fevereiro foi recebida.

O pedido original foi de 1,4 bilhão de dólares, revisado em maio para 1,5 bilhão de dólares diante das necessidades da população haitiana, de 10 milhões de pessoas.

Em todo o mundo, houve uma forte resposta após o terremoto, com as imagens trágicas de mortes e sofrimento no país caribenho, e doações de todo o mundo chegaram à agências de ajuda independentes.

Mas a ONU e organizações não governamentais alertaram após o tremor que seria difícil manter o interesse no Haiti sem o foco da imprensa e com tragédias em outros países.

O relatório, obtido pela Reuters, disse que as limitadas doações ao montante revisado levantaram a questão se as agências humanitárias serão capazes de manter suas capacidades de operação.

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