ONU e Camboja concordam em julgar o Khmer Vermelho

A ONU e o governo do Camboja assinaram nesta sexta-feira um acordo para a montagem do tribunal que julgará os antigos líderes do Khmer Vermelho, grupo comunista acusado de massacres e genocídio, numa das piores tragédias da Ásia. Sok An, o principal negociador cambojano, e Hans Corell, representante das Nações Unidas, assinaram o acordo no mesmo auditório que servirá como corte de Justiça para os revolucionários acusados de responsáveis pela morte de mais de 1,7 milhão de pessoas. Nenhum dos líderes do Khmer Vermelho jamais foi a julgamento pelas atrocidades cometidas entre 1975 e 1979, quando cerca de um quarto da população cambojana morreu. Eles vivem livres no país, tendo se rendido antes do colapso final do movimento, em 1998.O líder do Khmer, Pol Pot, que morreu em 1998, e seus principais auxiliares estudaram na França, mas foram influenciados pelos aspectos mais radicais da revolução chinesa. Eles tentaram eliminar as influências ocidentais do Camboja, e converter todo o país numa coletividade de comunidades agrícolas. Muitas das vítimas do Khmer Vermelho sofreram por conta desses planos utópicos, que causaram fome e doenças.

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