ONU e Coreia do Norte voltarão a discutir afundamento de navio de Seul

Decisão foi realizada após reunião em Panmunjom que tratou sobre o mesmo assunto

Efe

15 de julho de 2010 | 10h01

SEUL - O Comando da ONU e a Coreia do Norte decidiram nesta quinta-feira, 15, que vão manter novos contatos para analisar o afundamento do navio de guerra sul-coreano "Cheonan", que segundo Seul foi atingido por um torpedo norte-coreano, informou a agência "Yonhap", da Coreia do Sul.

 

Representantes militares do Comando da ONU e do regime comunista de Pyongyang tomaram esta decisão durante reunião realizada nesta quinta na zona desmilitarizada de Panmunjom, na qual as duas partes conversaram pela primeira vez sobre o caso "Cheonan".

 

A embarcação afundou no último dia 26 de março, perto da fronteira com a Coreia do Norte, em incidente que causou a morte de 46 marinheiros sul-coreanos.

 

Uma equipe internacional de investigadores concluiu que o navio foi atingido por um torpedo disparado de um submarino da Coreia do Norte, acusação negada por Pyongyang.

 

Na reunião, que durou cerca de uma hora e meia, as duas partes decidiram realizar novo encontro para seguir tratando a questão, ainda sem data marcada, segundo fonte do Comando da ONU citada pela "Yonhap".

 

O Conselho de Segurança da ONU condenou na semana passada o afundamento, sem culpar diretamente a Coreia do Norte.

 

Em um primeiro momento, Pyongyang tinha rejeitado se reunir com o Comando da ONU liderado pelos Estados Unidos para falar sobre o "Cheonan", mas mudou recuou pouco antes que o Conselho de Segurança emitisse sua condenação.

 

As duas Coreias estão em situação de guerra técnica depois que o conflito bélico que travaram entre 1950 e 1953 foi encerrado com um armistício, em não um tratado de paz.

 

Os EUA mantêm cerca de 28,5 mil soldados na Coreia do Sul, um legado militar da Guerra da Coreia.

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