MOHAMMED HUWAIS / AFP
MOHAMMED HUWAIS / AFP

ONU e Cruz Vermelha expressam preocupação por civis vítimas do conflito no Iêmen

Agência Europeia de Segurança Aérea alerta para risco de linhas aéreas sobrevoarem o espaço aéreo do Iêmen

O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 10h15

SANAA - O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e a Cruz Vermelha expressaram preocupação nesta terça-feira, 31, pelos de civis vítimas do conflito no Iêmen, onde uma coalizão liderada pela Arábia Saudita deu início na semana passada a uma série de ataques aéreos contra xiitas houthis. 

Ao menos 19 civis morreram quando os bombardeios atingiram um campo de refugiados no norte do Iêmen. O ataque, ocorrido na segunda-feira, 30, deixou ainda 35 feridos, incluindo 11 crianças, segundo um comunicado dos organismos que cita dados obtidos por funcionários da ONU no Iêmen.

As cifras, no entanto, são contraditórias. Enquanto os houthis falam em 40 mortos, a organização Médico Sem Fronteiras falou em 29 mortos através do Twitter. 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu a todas as partes do conflito que permitam a entrega de medicamentos aos feridos. Enquanto isso, aviões de combate da coalizão árabe bombardeiam pelo sexto dia consecutivo posições dos houthis, destruindo mísseis e arsenais dos xiitas que controla o aeroporto e regiões do entorno da cidade portuária de Áden. Durante a noite, a coalizão atacou posições dos rebeldes xiitas em Sanaa, capital do Iêmen. 

O Irã, por sua vez, enviou ajuda aos houthis no Iêmen nesta terça-feira. De acordo com a agência de notícias iraniana Irna, foram enviadas 19 toneladas de medicamentos e equipes médicas, via Cruz Vermelha iraniana.

Espaço aéreo. Nesta terça-feira ainda, a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA, na sigla em inglês) alertou para o risco de empresas sobrevoarem o espaço aéreo do Iêmen. A agência, que regula a aviação em toda a Europa, não baniu diretamente as empresas de sobrevoarem o Iêmen, mas fez um apelo para cada um dos 28 Estados-membros da União Europeia para levarem em conta a decisão da França, que pediu a suas linhas aéreas que não entrem no espaço aéreo iemenita. 

Apesar de não fazer parte da União Europeia, a Turquia anunciou que a empresa Turkish Airlines suspendeu os seus voos de Istambul para o Iêmen até o dia 5 de abril. Nos Estados Unidos, a Administração de Aviação Federal baniu todos os voos para o Iêmen operados por empresas americanas. / COM REUTERS e AP

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