ONU e governos já discutem equipe de inspetores para o Iraque

Enquanto o Conselho de Segurança da ONU debate se deve enviar inspetores internacionais ao Iraque, algumas agências da ONU e governos já começam a montar uma equipe para ir ao país. Os suíços, por exemplo, já informaram que estarão disponibilizando seus técnicos em armas químicas para formar parte da missão de inspetores que poderá verificar a existência de atividades ilegais no Iraque. Segundo o governo de Berna, técnicos dos laboratórios da região de Spiez, na Suíça, podem se incorporar ao grupo internacional de inspetores.Caso a autorização seja dada aos inspetores, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ficará responsável pela investigação sobre produtos nucleares e levará cerca de 20 cientistas ao Iraque. Outro setor que também deve ser tratado é o das armas biológicas, principalmente diante do fato de que o Iraque já teria utilizado esse tipo de armamento nos anos 80. Os cientistas que serão usados para essa função estão sendo preparados nos Estados Unidos.Todos os inspetores ficarão sob a coordenação do sueco Hans Blix, que era quem comandava o grupo em 1998, quando os trabalhos foram interrompidos. Mas, por pouco, a liderança do grupo não caiu nas mãos de um brasileiro. Em 1997, quando a ONU se organizava para enviar uma nova missão de inspetores, o embaixador Celso Amorim era o preferido por parte de Kofi Annan para liderar as inspeções. Amorim, que atualmente é embaixador do Brasil em Londres, acabou desistindo diante da falta de apoio de alguns membros do Conselho de Segurança.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.