AP
AP

ONU elogia acordo entre Colômbia e guerrilha do ELN

Guerrilha, por sua vez, afirmou que exigência de Santos de que não se iniciem as conversas até que não se tenha libertado todos os sequestrados é um pedido que só fala por uma parte do povo colombiano

O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 21h09

NAÇÕES UNIDAS  - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou nesta quarta-feira, 30, que o anúncio de que o governo da Colômbia e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) iniciarão negociações de paz é um "passo importante" que reforça o desejo desse país em favor de uma "paz sustentável".

O anúncio foi feito hoje em Caracas pelo mediador colombiano Frank Pearl, que indicou que as duas partes aceitaram instalar uma mesa de conversas no Equador a fim de chegar "a um acordo final para terminar o conflito armado".

Em comunicado distribuído por seu escritório de imprensa, Ban lembrou que esse anúncio acontece no mesmo momento da "etapa final" das conversas de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"O anúncio de hoje marca outro importante passo que reforça a esperança do povo da Colômbia para conseguir uma paz sustentável", acrescentou a nota.

O comunicado também elogiou os esforços dos países que apoiam o processo de paz e reiterou o compromisso da ONU para continuar respaldando esse processo.

Exigência. Ainda hoje, a ELN afirmou que a exigência do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, de que não se iniciem as conversas de paz até que não se tenha libertado todos os sequestrados, é um pedido que só fala por uma parte do povo colombiano.

"Nós esperamos que o presidente represente todos os colombianos, para isso o elegem. Quando ele reivindica por uma parte dos colombianos nós estamos na obrigação de escutar, mas temos o dever de representar a dor do resto dos colombianos", afirmou em entrevista coletiva o representante do ELN, Israel Ramírez Pineda, que usa o codinome de "Pablo Beltrán".

"Este é um conflito de mais de meio século e infelizmente na Colômbia veio ganhando força o conceito de que há duas dores, uma que vale mais e outra que vale menos", acrescentou. / EFE 

Mais conteúdo sobre:
ColômbiaELNFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.